Sobre o projeto

O Vamos Blogar é uma iniciativa do Poder Judiciário de Agudos, tendo como objetivo discutir o mundo do jovem e do adolescente de Agudos. É parte de um projeto ambicioso de atingir os adolescentes e jovens e dar a eles oportunidades de abrirem e conhecerem portas para o futuro – mas, por norte, o próprio jovem ou adolescente. É um sonho possível, de mostar caminhos concretos.

O projeto como um todo visa propiciar a escola um relacionamento mais integrado com os alunos, e favorecer ações integradas com a comunidade, não evitando (e até provocando) assuntos que estão no cotidiano de nossos jovens e adolescentes.  Para isso, busca a capacitação aos professores e profissionais envolvidos com as várias questões e problemáticas cotidianas do publico alvo. A pretensão é criar espaços para manifestações de idéias por parte de alunos de cada unidade escolar envolvida.  Isto é buscado com parcerias na sociedade civil e no poder público.

O Vamos Blogar une unidades escolares que, na necessidade do foco, são as escolas estaduais de Agudos, levando até jovens, professores, empresários e demais cidadãos da cidade de Agudos informações sobre o mundo dos jovens, dicas de música, entretenimento e também histórias de superação. Essa ação vem mobilizando cada vez mais voluntários e parceiros que acreditam que nossa juventude tem o direito de viver consciente e como protagonista de suas próprias escolhas.

Exaltando sempre o jovem e o adolescente, o Vamos Blogar? nasce com o intuito de ser uma celebração à vida, mostrando como nossos jovens podem influenciar a sociedade a sua volta e construir uma realidade diferente.

Trabalhando em cima do slogan “VIDA? A escolha é você quem faz” queremos trazer todo o potencial criativo de nossos adolescentes e jovens para a internet, nesse blog, com seus textos, fotos e vídeos e tudo o mais que a criação permitir, produzidos em conjunto com seus professores e amigos.

O blog está no ar. Navegando por ele, neste lançamento, há o que já foi feito. É pouco, diante do muito que há de se fazer.

Agora, segue o projeto COMO UM TODO, em seu aspecto mais formal:

PROJETO

“JUSTIÇA PREVENTIVA ANTIDROGAS NAS ESCOLAS”

1. IDENTIFICAÇÃO

Adilson Aparecido Rodrigues Cruz, Juiz de Direito.

Endereço: Rua Paulo Nelli, nº 276

Bairro Santa Terezinha

Fórum da Comarca de Agudos.

2.  OBJETIVO GERAL

Fazer a integração entre os agentes e usuários de escolas públicas estaduais e a sociedade agudense na prevenção de drogas entre crianças de 11 (onze) anos de idade e adolescentes a partir de 12 (doze) anos de idade.

3.  CONVOCAÇÃO

Foram convidados educadores, diretores de escola e professores, para fazerem parte da elaboração do projeto. Realizadas palestras em entidades governamentais e não governamentais. Para a visibilidade do projeto, ocorreram esclarecimentos ao alcance dos objetivos, com adequações e adaptações às ações que serão desenvolvidas.

4.  DIAGNÓSTICO

O uso de drogas lícitas ou ilícitas é tormentoso e, nas consequências, é claramente visível nos muitos processos ajuizados. Há necessidade de um trabalho preventivo, até aqui desarticulado. A complexidade se impôs, em reflexos negativos às desestruturas sociais, econômicas ou políticas, onde as problemáticas por vicissitudes próprias são agravadas pelo uso de drogas.

5.  POR QUE FAZER?

Há despreparos consideráveis, por fatores multifacetados, em desconhecimento da realidade local às questões das drogas sobre adolescentes e jovens. A escola, por seus funcionários, professores e diretores, procura se proteger e, na autodefesa, não tem métodos ativos à prevenção do uso de drogas. De outro lado, os alunos  se perdem na ausência de referenciais, não tem “centros de interesses” e, no comportamento, não encontram canais de comunicações ou não são valorizados, salvo raríssimas exceções.

6. POR QUE A ESCOLA?

Há necessidade de se atingir todos os setores geográficos do município, por uma instituição válida e também inserida no âmbito familiar. Pela escola pública é buscado o maior número possível de pessoas e, independente do currículo escolar, busca-se um amplo debate com os alunos sobre as drogas. Pela direção dos professores e diretores, a proposta visa abertura de um canal de comunicação com crianças e adolescentes dentro da escola, independente do desempenho escolar para, sabendo o que alunos conhecem ou pensam, obter como resultado um trabalho realista de apoio à prevenção das drogas.

7. O QUE MOVE O PODER JUDICIÁRIO, EM AGUDOS?

Prepondera a modificação legislativa, pela Lei 11.343/2006. A conduta do consumidor de drogas está despenalizada, ou seja, o fato continua como crime, mas a punição criminal eliminou a pena privativa de liberdade. No critério da lei, a punição justa do crime ao uso de drogas ilícitas está para uma advertência, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa de comparecimento a programas de curso educativo. Não há o beneplácito da descriminalização, mas de outro lado, a sociedade como um todo, deve estar mais consciente e atuante às dificuldades pessoais e coletivas de que as drogas existem e causam consequências.

8. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

No aspecto primário, fazer com que, pelo conhecimento das drogas, suas causas, motivações e consequências, explorados pelo setor da educação em projetos próprios de cada escola, o adolescente e o jovem possam ter atitudes de espontaneidade de diálogos à problemática. Busca-se, neste primeiro aspecto, uma prevenção concreta ao não uso de drogas àqueles que não tiveram contato direto/pessoal com as drogas.

No aspecto secundário, o profissional da educação deve saber identificar que já há o consumo de drogas e, no diálogo aberto, saiba-se das razões, respeitando o aluno e, na capacitação, ter argumentos lógicos e coerentes. A prevenção secundária é com apoio de setores da comunidade à família e ao adolescente – a escola orienta o adolescente e família à rede social e de saúde do município.

Um terceiro patamar, ou aspecto terciário da prevenção, é identificar a dependência de drogas; aqui o adolescente ou jovem é direcionado à terapia adequada, conforme a rede médica – psicológica e psiquiátrica, inclusive – do município.

Trabalhando os três aspectos da prevenção (primária, secundária e terciária), é visado:

A – PROPICIAR a escola um relacionamento mais integrado com os alunos;

B – FAVORECER ações integradas entre escola, família e comunidade, com vistas à prevenção ao uso de substâncias psicoativas;

C – REALIZAR capacitação aos professores e profissionais envolvidos;

D – CRIAR espaços para manifestações de ideias por parte de alunos em cada unidade escolar envolvida no projeto;

E – INCREMENTAR a participação de alunos e professores com premiações e homenagens;

F – AMPLIAR parcerias;

9. GRUPO DE TRABALHO

O grupo de trabalho é iniciado com os diretores e professores de escolas, com o envolvimento destes à parte afetiva e social do aluno. Não se busca apenas a informação a ser passada. Através de projetos próprios, inseridos em cada escola, há desenvolvimento de atividades motivadoras e educativas à prevenção do uso de drogas. Busca-se, n começo do projeto,  o envolvimento intramuros escolares entre diretores, professores, alunos e funcionários e, em um crescer organizado, o apoio a eles, pela participação do Poder Público Municipal, Organizações Não Governamentais e o Comércio.

10. PLANO DE AÇÃO

As ações são iniciadas pela instigação à ação, por obra do Poder Judiciário local. São colocados painéis em espaços coletivos dentro da escola. Nos painéis há reportagens, matérias, artigos, em material recente (jornais e revistas) sobre acontecimentos envolvendo o uso de drogas. É um espaço de criação e comunicação e o registro do que ocorre no projeto como um todo. Há espaços “favoráveis” a droga e contra o uso de drogas. O objetivo é fazer com que a criança de 11 anos, o adolescente e o jovem sejam os protagonistas de suas escolhas.

Paralelo aos painéis, os professores são chamados a fazer projetos próprios, voltados aos alunos das respectivas escolas em que atuam. São atos concretos por professores e diretores em atividades várias, cumuladas ou não, mas constantes e pelos próprios alunos ou em direção a eles. São gincanas, teatros, exposições, danças, shows, cartazes, pesquisas escolares, musicais, práticas esportivas, campeonatos (futebol, vôlei, basquete, jogos de tabuleiro, etc), passeatas ou campanhas de desarmamento e contra a violência, desenhos, redações, conversas várias em sala de aula, pinturas, plantio de árvores e flores, acessos a sites de entidades governamentais ou organizações sérias aos assuntos de drogas, exposições de filmes, vídeos, leituras de textos e cartilhas, contatos com autoridades ou pessoas que, de uma forma ou de outra, passaram pelo problema. É criar espaços coletivos contínuos, progressivos e em atos interdisciplinares e, ao final do ano, um show de música na praça central, com exposição do que ocorreu.

No projeto em cada escola ocorrerão homenagens ou prêmios de incentivo e, havendo dois ou mais projetos, uma votação ao melhor. Aos alunos haverá homenagens ou prêmios de participação.

Concomitante, os professores são capacitados aos problemas. Na denominada “Técnica Quadros”, há um treinamento para o disparo de diálogos com os adolescentes que, de uma forma ou de outra, estão envolvidos com drogas. De outro lado, autoridades policiais ou profissionais vinculados à segurança pública fazem ciclos de palestras aos profissionais da educação e aos alunos. Há ainda, ingerências a Policia Militar em Agudos para a reinserção do PROERD – um programa voltado e bastante conhecido à prevenção ao uso de drogas, feito diretamente nas escolas.

Ao final, há um show em praça pública, com exposição dos projetos e o que de resultado foi obtido com o projeto.

11 -  METODOLOGIA

Reuniões com as escolas para conhecimento e execução das atividades propostas e aceitas.

Apresentação do projeto para outros seguimentos da sociedade em busca de adesão e patrocínio.

Busca de recursos e patrocínios para capacitação dos profissionais envolvidos e prestação de homenagens ou prêmios aos professores e alunos.

12 –  CRONOGRAMA INICIAL

Da convocação inicial às participações das escolas ao show final na praça pública, há um prazo de um ano. A convocação nos três primeiros meses. A colocação dos painéis em abril de 2010 e a elaboração dos projetos pelos professores até maio de 2010. A participação dos alunos de maio de 2010 a dezembro de 2010. O envolvimento da sociedade de Agudos é em todo o processo de trabalho, do início ao fim.

13. RECURSOS INICIAIS

Os recursos da “Técnica Quadros” e dos painéis são pela Prefeitura Municipal de Agudos. Os recursos materiais aos projetos dos professores e alunos são pelas despesas previstas em cada escola e, havendo premiações ou homenagens, os numerários são pelo apoio de entidades não governamentais e comércio local.

Agudos, 22 de março de 2010.

ADILSON APARECIDO RODRIGUES CRUZ

JUIZ DE DIREITO

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