“Com o conhecimento o homem inventou a escrita, e a cultura. Mas, com o passar do tempo essas conquistas perderam o valor primário, que eram simplesmente organizar e proporcionar prazer, e ganharam o valor de que tudo o que se sabe e o que se tem são comprados, trocados ou vendidos, nunca dados por vontade própria.
Provas são estas e muitas outras que o homem evoluiu, mas é evidente que se colocou em um sistema de escravidão mascarada, onde o capital é o senhor, o próximo é o proletariado, o qual deve ser escravizado, eliminado ou esquecido pela sociedade, e eu o pequeno burguês, em busca do meu senhor.
Vivemos em um mundo globalizado, onde há um grande fluxo de informações e bens materiais facilitado pelo uso de novas tecnologias, conseqüência do fato, pensa-se mais em ter do que em ser, apenas no eu, e não no todo, gerando a incapacidade de ajuda e pensamento ao próximo.
O ser humano mostra-se cada vez mais egoísta, uma conseqüência disso é a destruição em massa de florestas para benefício próprio, ou de uma parcela da sociedade, sem o uso ético da consciência, a qual nos diz que as gerações futuras também precisam e têm o direito de usufruir desse benefício natural, mas aquela história de, fazer sem olhar a quem, caiu por terra, a verdade é que vivemos em um mundo onde apenas o eu interessa, deixando evidente que, por causa do nosso egoísmo, as gerações futuras terão que se contentar com os “restos” que deixamos. A água é outro bem natural a qual utilizamos de forma, muitas vezes, inadequada e com ar de possessão, deixando-nos incapazes de refletir que a cada dia morrem cerca de quatro mil e duzentas crianças por falta de água potável, e em dois mil e trinta sessenta e sete por cento da população mundial não terá acesso a ela.
Pode-se, portanto, concluir que o homem contemporâneo pensa no futuro em que ele fará parte, extinguindo assim, a idéia de altruísmo e de pensamento a longo prazo.”
Américo, Caroline. Agudos – São Paulo.
Texto da disciplina de Sociologia, tema da redação da FUVEST 2011
É fato que o homem contemporâneo esqueceu os valores da família, e vive os valores que a sociedade impõe por medo de sofrer consequências, mas nós, cada um pode fazer a sua parte, em pequenas ações e atitudes, não colocarei exemplos, pois não é necessário, cada um sabe o que deve ser feito, e se quiser se tornar uma pessoa melhor, só deve seguir seu coração, e fazer o melhor que puder ao seu próximo, não há necessidade das pessoas saberem o que foi feito, o que importa é que você fez e continuará fazendo a sua parte, independentemente do lugar ou da situação que se encontra.
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