DOSES DISPONILIBILIZADAS PELO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO PARA O ADOLESCENTE
(1) vacina hepatite B (recombinante): Administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior, seguindo o esquema de três doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B a após o primeiro trimestre de gestação.
A vacina contra a Hepatite B é importantíssima, pois confere proteção contra um dos vírus da hepatite que pode se tornar uma doença crônica (para sempre), evoluindo muitas vezes para cirrose e câncer do fígado. O vírus da hepatite B é transmitido pela via sexual, por sangue ou instrumentos contaminados com sangue de pessoas portadoras do vírus, ou por via mãe-filho (vertical). A vacina contra o vírus da hepatite B está indicada para TODOS os adolescentes.
A vacina é aplicada em 3 doses, sendo a primeira em qualquer idade (quanto mais novo, melhor a resposta imunológica), a segunda entre 1 e 2 meses em relação à primeira dose, e a 3ª dose 6 meses após a primeira. A eficácia da vacina contra a hepatite B é superior a 95%.
A aplicação é feita por via intramuscular, sendo esta vacina extremamente segura, produzida por tecnologia de engenharia genética e praticamente livre de eventos adversos graves. A vacina contra a hepatite B pode ser aplicada concomitante a qualquer outra vacina, sem interferência.
(2) vacina adsorvida difteria e tétano – dT (Dupla tipo adulto): Adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dT, administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada há mais de 5 (cinco) anos. A mesma deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. Diante de um caso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados, iniciar esquema de três doses. Nos comunicantes com esquema de vacinação incompleto, este dever completado. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 (cinco) anos, deve-se antecipar o reforço.
A Difteria é causada por um bacilo, produtor de uma toxina (substância tóxica) que atinge as amídalas, a faringe, o nariz e a pele, onde provoca placas branco-acinzentadas.
É transmitida, por meio de tosse ou espirro, de uma pessoa contaminada para outra.
O Tétano é uma infecção, causada por uma toxina (substância tóxica) produzida pelo bacilo tetânico, que entra no organismo por meio de ferimentos ou lesões na pele (tétano acidental) ou pelo coto do cordão umbilical (tétano neonatal ou mal dos sete dias) e atinge o sistema nervoso central. Caracteriza-se por contrações e espasmos, dificuldade em engolir e rigidez no pescoço.
(3) vacina febre amarela (atenuada): Indicada 1 (uma) dose aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos
respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar dose de reforço, a cada dez anos após a data da última dose. Precaução: A vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina.
(4) vacina sarampo, caxumba e rubéola – SCR ou TRÍPLICE VIRAL: considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose. O intervalo entre as doses é de 30 dias.
A vacina chamada de Tríplice Viral confere proteção contra 3 componentes: vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola. Esta vacina é muito importante e está indicada para TODOS os adolescentes, que ainda não tenham sido vacinados ou que receberam apenas uma dose na vida.
Sua aplicação é por via subcutânea, e esta vacina deve ser aplicada no mesmo dia que a vacina contra a catapora (ou varicela), ou no caso disso não ser possível, deverá existir um intervalo mínimo de 28 dias entre elas.
A vacina tríplice viral é feita com vírus vivos e atenuados, e esta característica possibilita o aparecimento de reação após a sua aplicação. A reação mais comum é a febre, que pode ser baixa ou mesmo alta, que se manifesta entre o 5° e o 14° dia após sua administração. A febre costuma durar, 24h a 72h, sendo benigna e auto-limitada. Outro tipo de reação esperada, embora bem menos comum seja o “rash” cutâneo, ou seja, uma reação na pele, como se fosse uma reação alérgica, que também é benigna e não há necessidade de medicação especifica. Devido ao componente da Rubéola, outro evento adverso relativamente comum é a dor em pequenas e médias articulações, dias após a aplicação da vacina e que da mesma forma é auto-limitada (desaparece sem a necessidade de medicamentos específicos).
A vacina tríplice viral foi fundamental para o total controle do sarampo no nosso país, e almejamos um dia obtermos a erradicação da rubéola e da temida síndrome da rubéola congênita, doença grave e permanente que acomete fetos cujas mães tiveram a doença aguda durante a gestação.
A vacina tríplice viral está contra indicada na gestante, mas não exista qualquer contra-indicação para as crianças cujas mães estão gestantes ou que se encontrem amamentando ou ainda em mulheres que estão amamentando.
A eficácia da vacina tríplice viral é em media de 95%.
Mais informações:
DISQUE SAÚDE 0800 61 1997
Fonte: site do Ministério da Saúde (texto cinza)


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